28 de novembro de 2012

Como é boa a tapioca

Minhas origens nordestinas, vindas de meu avô Cavalcanti, ficam todas salientes quando o assunto é aipim, mandioca, macaxeira. Eu sou completamente apaixonada! A versatilidade culinária dessa raiz é fantástica! Pode ser preparada de várias formas. Aipim cozido no café da manhã com manteiga, hummm.... Sou mil vezes aipim frito a batata frita. Com uma manteiguinha de garrafa então... E pure? Sem comparação! E bolo doce? E como massa de bolinho salgado? Escondidinho (vegetariano, claro!)? E farinha, gente? Adoro! Seja numa farofinha ou pura, acompanhando o prato. Maravilha! E quem não gosta de um biscoitinho de polvilho? De um pãozinho de queijo? Quando fui a Belém ainda descobri um fantástico uso de suas folhas super cozidas como base da manissoba. Genial!!!

Agora, cá entre nós, a tapioca ou biju é um dos meus pratos preferidos. Adoro tapioca no café da manhã. Minha relação com a tapioca começou há mais de dez anos, na feira dos paraíbas, em São Cristovão, quando ainda era do lado de fora. Aprendi a fazer a simples com minha amiga Isa, era uma delícia as tardes com tapioquinha e café. A recheada, com uma senhora que fazia tapioca perto da barraca Campina Grande (tinha um trio de forró muito bacana lá). Comprava a goma, o queijo coalho, e preparava em casa, com direito a viradinha ninja, impulsionando a frigideira para cima, tipo desenho animado. Tão fácil e tão gostoso. Aqui no Grajaú, tem uma feirante que vende a goma e o queijo coalho nas feiras de terça e de sexta. Fiquei refém dela. rsrsrsrs

Mas agora, resolvi por em prática meus aprendizados com Grazi, minha amiga que mora em Parati, que me ensinou a fazer a goma. É muito simples: coloca polvilho numa vasilha e vai aos poucos adicionando água, bem pouquinho de cada vez, e misturando/ amassando bem, até chegar no ponto. A da foto abaixo foi feita por mim, com uma parte de polvilho azedo e outra de polvilho doce.


Já fiz algumas vezes a goma e funcionou bem melhor quando misturei com um garfo e deixei respirar um tempinho antes de colocar num pote fechado. Eu conservo a minha na geladeira, para não ter risco de azedar com esse calorão de Rio de Janeiro. Para preparar a tapioca, é só passar na peneira, colocar um pouquinho de sal, se quiser, e... frigideira! 

Nunca fez e/ou nunca viu fazer, mas adora comer? Quer fazer também? Seguinte: com a goma peneirada, recheio à escolha do frêgues e disponibilidade na geladeira já separadinho ao lado, leve uma frigideira ao fogo médio/baixo (para não queimar) com um pouquinho de azeite ou margarina. Se tiver dessas frigideiras tipo omeleteira, fica mais fácil na hora de virar. Com a mão, vá polvilhando a tapioca até cobrir o fundo da frigideira. Em seguida, espalhe o recheio e cubra polvilhando mais uma camada de tapioca. Vire a tapioca, pode dar aquela pressionadinha de leve, espere um pouquinho e está pronta! Moleza, não!? Na da foto abaixo, meu café da manhã, coloquei umas fatias de queijo minas curado. Ficou ótima! 


Também ficaram muito boas as de queijo coalho ralado com acelga ou com alho poró ou com passas e castanha de cajú granulada. Solte a sua imaginação e bom apetite!