2 de janeiro de 2013

Proteinas não animais: cogumelos

       Antes de começar um ensaio do Gnu, meu grupinho querido, ao saber que tinha me tornado vegetariana, um amigo me perguntou como eu estava fazendo em relação às proteínas. Disse a ele o que a grande maioria dos vegetarianos já sabe, que na verdade existe um consumo exagerado de proteínas na alimentação dos seres humanos carnívoros. Sabiamente, no desenrolar da conversa, ele lembrou que o excesso não é só de proteínas, que estamos num excesso de quase tudo, excesso que vai além da comida, mas esse papo é assunto para uma outra postagem (mal iniciei o blog e já estou criando uma fila de promessas de postagens. Ai, ai...). Continuando, falei que existem inumeras outras fontes de proteína fora do reino animal e, questionada quais seriam elas, respondi imediatamente uma das mais famosas, as leguminosas: feijão, soja, lentilha, etc. 

       Já em casa, ao ler um dos comentários deixados neste blog, fui vasculhar o site Sabor Ciranda, pois fiquei interessada nos cursos de culinária. Fui parar no facebook do Sabor Ciranda e lá me deparei com a foto dos cogumelos. Pensei na hora: "Caramba! Esqueci de mencionar os cogumelos como fonte de proteína não-animal!". Assim, resolvi iniciar uma série de postagens sobre os alimentos, começando pelos cogumelos.

fonte: www.cogumelosonline.com.br
       Sempre gostei de champignon. Quando criança e até bem pouco tempo atrás, consumia feliz o de conserva. Numa viagem à Curitiba, em turnê com o projeto "O Piano de Guerra-Peixe", fomos comer fondue e me surpreendi com o champignon fresco usado como se fosse carne. Ficou divino! Também não posso deixar de citar a maravilhosa experiência dos champignons frescos salteados no molho shoyo no buffet de café da manhã do Hilton, em Manchester (sou chique, não?). Amei e incorporei com força no café da manhã daqui de casa. A situação ficou dificil para o opção em conserva... O fresco tem muito mais sabor e textura. Sem comparação!

       Para quem não sabe, existem outras variedades de cogumelos frescos disponíveis no mercado carioca, como o shitake e shimeji. Na feira do Grajaú, às terças, tem uma barraca que vende todos esses tipos. Fica na Rua Mearim, quase esquina com a Rua Grajaú. Vale a pena! Também tem no Hortifruti, mas a bandejinha é a metade do peso e o preço é mais alto. Outro lugar supimpa para comprar é na CADEG. Foram os melhores preços que encontrei.

       Além de uma deliciosa fonte de proteína (o champignon é o de mais alto teor dentre os três que citei aqui, numa média de 28%*), os cogumelos ainda nos fornecem carboidratos, fibras alimentares, vitaminas como as do complexo B e minerais como fósforo. Viu só que beleza!? Bora incorporar os cogumelos no cardápio também??? ;)

* FURLANI e GODOY. Valor Nutricional de Cogumelos Comestíveis. http://www.scielo.br/pdf/cta/v27n1/26.pdf